quinta-feira, 15 de março de 2012

Pedalando na contramão das leis...

Terça-feira passada eu estava conversando com uma de minhas alunas, e ela me disse que sempre achou que era correto o ciclista pedalar na contramão. Aproveitei a ocasião e dei uma boa aula para ela, e que não custa nada repetir esse assunto por aqui.

1) A bicicleta é considerada um veículo movido a propulsão humana, e pelo fato de ser veículo, ele deve respeitar as leis de trânsito, ou seja, trafegar na mão do carros, motos, ônibus e caminhões, nunca pela contramão.

2) Agora imagine a cena: você está dirigindo seu carro tranquilamente e no seu trajeto você precisa fazer uma conversão à direita (ou à esquerda, não importa), você, por acaso, está imaginando que nesse momento outro veículo está vindo na contramão? É claro que não! Numa situação como essa, o motorista não tem reflexo suficiente para não atropelar o ciclista, e o ciclista não tem reflexo suficiente para se desviar do carro. Já pensou no estrago que isso pode causar? E detalhe: nessa ocasião quem está errado é o ciclista, portanto, se o motorista quiser pedir o ressarcimento de todos os prejuízos ao ciclista, ele poderá fazê-lo sem o contestamento do ciclista que estava pedalando de forma incorreta.

3) O impacto entre os dois veículos, carro e bicicleta, é somado numa situação como essa, ou seja, se o carro estiver a 40km/h e a bicicleta a 20km/h, o impacto dos dois será de 60km/h. Quem é que vai se machucar mais com isso? O ciclista, óbvio.

Portanto, ciclistas novatos ou não, pedalem sempre na mão correta do trânsito, evitem as calçadas e usem sempre o capacete.

Quem está colocando a sua vida em risco no trânsito, é você mesmo!

Boas pedaladas!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pedal para comemorar o meu dia...(risos)

Olha a minha cara de felicidade
Ontem eu fui pedalar com o pessoal do CAB. Bom, pedalar com eles não é novidade para ninguém, mas é que ontem foi o meu primeiro pedal de 2012 com eles, entendem? (risos)

Fizemos o pedal para celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, e pela primeira vez, ontem teve pouquíssimas pessoas no pedal, mas mesmo assim foi muito agradável como em qualquer pedal que o pessoal do CAB faz.

Saímos do ponto de encontro na Leopoldina  às 9h e demos rumos ao Parque Villa Lobos. Eu só sei que enquanto pedalávamos pela ciclovia do parque eu passei o maior susto. Um rapaz de seus 14 anos aproximadamente, simplesmente resolveu freiar na minha frente, e por um triz eu não vou de encontro com ele, podendo cair da bicicleta de novo. Eu só sei que no desespero eu disse pra ele: "você nunca mais faz isso, ok?" e dei continuidade ao pedal.

Do parque fomos até a ciclovia do Rio Pinheiros pegando o trecho novo na Cidade Universitária até a estação Vila Olímpia. Nesse momento foi o momento do trânsito e da fila que tivemos que enfrentar para sairmos da ciclovia, de tantos ciclistas querendo fazer o mesmo. Pode?

Seguimos rumo à Leopoldina novamente pela Avenida Faria Lima, Pedroso de Morais, sentido marginal Pinheiros. Nessa hora eu dei um gás com a bike numa subida que até agora estou sentindo dores em minhas coxas...hehehehe. Mas fiquei feliz em ver que eu enfrentei a marginal de novo! Uhu!

No final do pedal o pessoal do CAB fez sorteio de brindes e eu não ganhei nada... hohoho. Mas ganhei o dia! Uia!

Boas pedaladas!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres que pedalam...

Sexo frágil

Mulheres pelas ruas Avantes...
Indo, vindo
Aptas a qualquer momento
Para qualquer movimento
Mães
Mulheres
Fortes
Ousadas
Preparadas
Risos
Lagrimas
Comuns, no entanto
De salto alto no mundo
Que é uma bola
Gira
À vontade
De ser quem quiser ser
Vencer é pouco
Pra quem quer viver
Mulher forte mulher
Quem foi mesmo que disse que mulher é o sexo frágil
Não conviver de perto com uma.

autora: Ibeane Campos Moreira

Esta é a minha homenagem a todas mulheres que pedalam, ou não... (risos)

Boas pedaladas!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Leis? Para que elas servem mesmo?


Após o atropelamento de três ciclistas na última sexta-feira, pela primeira vez em anos, eu sou a favor de qualquer Bicicletada que houver neste país ou no mundo afora.

Não adianta mais ser educado, fazer a coisa direito, porque mesmo na base da pressão as coisas não estão mudando, e não sei se estou sendo pessimista, mas não vejo muitas mudanças num futuro mais próximo.

Ontem enquanto eu caminhava para ir dar aula fiquei pensando no dia que eu estava voltando da faculdade, com a minha bike, quando um carro passou por mim em alta velocidade me deixando completamente assustada. Não por que eu estava pedalando, mas porque ali é uma via de velocidade máxima de 40km/h e o motorista devia estar a 100km/h.

O medo foi tão grande que eu já fiquei imaginando o carro perdendo o controle e atingindo um dos buffets infantis que tem nesta rua. Eu até parei de pedalar porque eu fiquei horrorizada com a imagem que eu criei em minha mente.

Paranóia minha? Pode até ser. Mas que isso era possível de acontecer, isso era sim.

Agora eu penso: para que servem as leis se a maioria das pessoas não as obedece?

Será que não seria um tempo e desgaste perdido à toa?

- Ah, Tânia, mas não tinha ninguém ali para multá-lo ou reprimi-lo do ocorrido.

Ah, então as coisas funcionam assim? Ninguém está olhando, então eu vou fazer porque acho mais fácil?

Eu sou professora há três anos, e eu também tenho umas regras a seguir, porque eu sou a primeira pessoa a dar o exemplo para os meus alunos. Corrijo as lições dentro do prazo, nunca chego atrasada, nunca dou aula de mau humor, incentivo meus alunos, afinal de contas, se eu fizer o inverso disso tudo, meus alunos não vão mais me respeitar e, pior, farão o mesmo que eu faço e ainda pior. E olha, que hoje a educação deste país está indo de mal a pior.

Agora imagine como fica o trânsito quando todos não resolver fazer o que as leis de trânsito pedem. E não falo só de motoristas, não. Eu falo também de ciclistas.

Alguns ciclistas desconhecem as leis, mas outros fazem o mesmo que o motorista fez naquele dia, vão à surdina porque não tem ninguém olhando.

Então vamos fazer mais bicicletadas, passeatas e manifestações. Vamos ensinar os outros ciclistas a respeitar as leis de trânsito e vamos mostrar aos motoristas e pedestres que nós fazemos parte do trânsito, que a bicicleta é um veículo e tanto pode como deve pedalar nas ruas, e não nas calçadas ou em parques.

Mas ao mesmo tempo, vamos mostrar para os motoristas e pedestres que as leis estão ai, que elas existem, e que precisam ser respeitadas.

Todos nós fazemos parte do trânsito: eu, sua mãe, seu filho, sua família!

E qualquer um está sujeito a morrer o trânsito. Por isso, pedalar não é perigoso, perigoso é fazer as coisas erradas porque os outros não estão vendo.

Não coloque a sua vida, e principalmente, a vida dos outros em risco.

Respeitem-se. Respeitem a vida.

“Educar é preciso. Mas punir aqueles que não nos respeitam, também!” – Renata Falzoni.

Boas pedaladas.

terça-feira, 6 de março de 2012

O preconceito está na mente das pessoas.


Toda vez que eu falo para alguém que eu pedalo pela São Paulo eu sempre ouço a mesma coisa: “nossa, não é perigoso, não?”, “não sei como você tem coragem!”, “você não tem medo, não?”

Eu não consigo entender como alguém pode pensar que andar de bicicleta é perigoso, aliás, o que não é perigoso no trânsito de São Paulo?

Até para caminhar pela cidade é perigoso, afinal, as pessoas não utilizam a faixa de pedestres e nem a passarela, e ainda vem me dizer que pedalar em São Paulo é perigoso?

Se avaliarmos friamente, perigoso mesmo é viver. Quantas vezes você viu uma notícia na TV que um caminhão, carro ou ônibus perdeu o controle e invadiu uma residência matando as pessoas que lá dentro estavam? Ou seja, não estamos seguros nem dentro de casa!

Acho que tudo isso não passa de pessoas mal informadas, ou até mesmo preconceituosas, porque já ouvi gente falar que todo ciclista é folgado.

Alguns ciclistas são mal informados, mas não folgado. Muitos nem conhecem as leis de trânsito que nos favorecem, outros conhecem, mas mesmo assim resolvem burlar a lei, o que dá a ideia, para quem não pedala, que nós somos folgados. Infelizmente esse tipo de coisa acontece, e não é à toa que eu criei este blog. Foi para alertar os ciclistas de nossos deveres e obrigações para com o trânsito de nossas cidades, e ajudar, quem não pedala, a entender o nosso mundo, como cidadãos.

Mas veja bem, nem todo ciclista é assim, da mesma forma que nem todo motorista é assassino!

O que as pessoas não entendem que é muito mais fácil falar sobre aquilo que vê, do que realmente se informar do que se trata. Eu jamais vou falar que jogar tênis é um esporte ruim, porque eu nunca joguei tênis na minha vida. Nem posso opinar sobre os benefícios do esporte, porque eu não faço ideia de como são.

É a mesma coisa quando alguém diz que odeia jaca sendo que nunca comeu jaca. Não é estranho isso?

Pedalar é perigoso? Perigosa é a sua mente vazia de informação, que fala o que vê e não o que sabe.

Nós, ciclistas, só queremos que todos (pedestres, motoristas e motociclistas) saibam que nós somos parte do trânsito, e que uma bicicleta é considerada veículo, e mais ainda, que pedalar não é perigoso, e até faz muito bem para o corpo e a mente da pessoa.

Nós não somos preconceituosos, porque pedalar é para todas as idades, sexos, cores, o que for...

Pedalar é viver!

Pense nisto!

Boas pedaladas.