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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por que fazer um bike fit? (parte 2)

Se você leu o post anterior, aproveite para ver os vídeos abaixo para poder entender um pouco melhor como funciona "esse tal de bike fit". Se não leu, leia antes para não ficar "viajando na maionese".



E boas pedaladas!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Por que fazer um bike fit?

por Carlos Menezes*

Se existe um assunto que sempre assombra os pensamentos de qualquer ciclista é: Será que estou pedalando corretamente?

Essa dúvida paira a cabeça de qualquer ciclista desde o momento da compra da bike. Quando você chega a uma loja e pergunta: Qual é o tamanho da minha bike? Vai ouvir uma série de respostas, explicações e justificativas. Se optar por sair de uma loja e entrar em outra com a mesma pergunta, vai ficar ainda mais confuso ao perceber que não existe coerência alguma entre as respostas obtidas. Ou o que é pior, muitas vezes ouvimos respostas prontas que se você perguntar a justificativa de tal regra colocara o interlocutor em apuros. Mitos são criados e repetidos tantas vezes que se tornam verdade.

1) Basta multiplicar a altura do seu cavalo pelo coeficiente XYZ.

Incrível como esse coeficiente nunca é um numero fixo. E pior ainda, se você questionar porque se deve multiplicar por esse numero ninguém sabe responder, ou seja, apenas repetem algo que ouviram alguém dizer. E se por ventura encontrar alguém que tenha explicação de onde foi tirado esse coeficiente, entenda que esse numero nada mais significa que tabularam a altura média de cavalo para determinado tamanho de quadro. Mas seu perfil antropométrico está média? Essa média foi calculada com padrões brasileiros, norte americanos ou europeus. Será que minha distribuição nos comprimentos de pernas, braços, tronco, estão dentro dos padrões estabelecidos?

2) Basta colocar uma mesa mais curta

Mudar o comprimento da mesa influência diretamente a inclinação do tronco ao solo, e o ângulo de abertura do arm pit (formado por pontos anatômicos específicos localizados na articulação do quadril, ombro e cotovelo). Essas mudanças são as principais responsáveis por dores cervicais, lombares, formigamento das mãos e períneo.

3) Basta adiantar ou recuar o selim

A mudança na distancia do recuo do selim também pode apresentar os mesmos sintomas do item anterior e ainda implica na perca significativa da potencia da pedalada. Quando pontos anatômicos especificamente identificados no joelho e pé estão desalinhados, a energia aplicada no pedal é dissipada diminuído o Trabalho sobre o pedal.

4) Se você pedala uma bike Y basta comprar outra bike Y

Duas bikes que apresentam o quadro com o mesmo tamanho Y, significa apenas que possuem o mesmo tamanho de seat tube. E o que é pior, mesmo que encontre duas bikes com mesmo seat tube e mesmo top tube, mesmo assim existem grandes chances delas serem diferentes devido ao Stack e Reach. Com isso é muito comum ouvirmos ciclistas dizem que existem quadros: altos, baixos, longos, curtos, compridos, alongados. Mas isso tudo se deve a percepções que muitas vezes estão mais relacionados ao tamanho de mesa, pedivela, canote, etc; do que com a geometria do quadro propriamente dita.

Fabricantes de bicicletas investem milhões em estudos para chegar ao ponto de desenvolver máquinas extremamente rápidas e confortáveis. Essas mudanças feitas a cada ano leva em consideração particularidades da anatomia humana e comprar uma bike multiplicando por uma formula é pegar todos esses estudos e investimentos e jogá-los no lixo. Ao mesmo tempo que as empresas investem em quadros para atender as particularidades a multiplicação por formulas coloca todas as bikes em um mesmo patamar. Se fosse assim, bastaria existir uma única geometria e cada uma colocar sua marca.

Você então deve estar se perguntando. Como então devo proceder para não errar na compra da bike? Gostaria muito de poder ajudá-lo com uma resposta simples e minimalista, mas o processo não é tão simples assim. Você não tem saída a não ser procurar por um profissional especializado para orientá-lo na compra e regulagem da sua bike. E ai entra outro cuidado, existem muitas pessoas que fazem a leitura de artigos na internet e saem repetindo como se fosse especialista no assunto. A única maneira de comprar e ajustar uma bike e trabalhar com as medidas de stack & reach. É preciso ter um bom conhecimento de Bike Fit e de geometrias de quadros para constituir um bom raciocínio e estabelecer boas correlações.

Investir em um bom Bike Fit é acima de tudo trocar a dúvida pela certeza e isso precisa ser valorizado. Você precisa apenas escolher como quer fazer seus pedais. Da maneira correta ou incorreta.

*Carlos Menezes é graduado e mestre pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e professor universitário. Criador e redator do site BioCicleta, colunista da revista Cultura & Cia, revista Bicicleta e do portal uipi. Ciclista convicto, cicloturista pela Federação Paulista de Ciclismo e atleta de Mountain Bike. Atualmente atua como Fitter do “Estúdio Carlos Menezes de Bike Fit”.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dicas para quem quer ensinar alguém a pedalar.


Dicas para quem quer ensinar alguém a pedalar.

Tenho praticamente certeza que você conhece alguém ou tem alguém na família que não sabe pedalar, e essa pessoa se sente frustrado(a), e você mais ainda por não saber como ajudar.

Por isso, abaixo eu dou umas dicas simples de como ensinar seu(sua) amigo(a) a pedalar.

1) Escolha um lugar tranqüilo, sem muitas pessoas por perto.
Dê preferência por algum parque, mas jamais vá em horários os quais há várias pessoas caminhando, correndo, pedalando, jogando bola, etc. Desta forma, ele ou ela se sentirá menos seguro ainda para dar as primeiras pedaladas. Se possível vá durante a semana, ou acorde bem cedo e vá aos finais de semana a algum parque. Não ensine na rua, e nem na ciclofaixa. Deixa a ciclofaixa para quando a pessoa já souber a pedalar, exatamente pelos mesmos motivos de um parque lotado de gente: a ciclofaixa, mais ou menos depois das 8 horas da manhã, fica intrafegável.

2) Se a pessoa quiser comprar uma bike, vá com ele(a) à uma loja para orientá-lo(a) para uma melhor compra.
Uma pessoa que não sabe pedalar, provavelmente, também não sabe escolher uma bicicleta para dar as primeiras pedaladas. E orientá-lo(a) nesse momento é o melhor caminho.

3) Antes de iniciar a aula prática, dê uma aula teórica.
Ensine tudo sobre a bike: freios, câmbios traseiros e dianteiros, marchas e como trocá-las, nome das peças da bike etc.
Pode até parecer bobagem, mas essas informações são muito importantes para um iniciante. Desta forma ele conhece melhor como toda a parafernália de uma bicicleta funciona.

4) Iniciando a aula prática.
O melhor nessa ocasião é manter o selim baixo, para que o(a) iniciante se sinta seguro(a) e poder colocar os pés no chão ao frear.
Peça para o(a) aluno(a) não se preocupar tanto com as trocas de marchas, o mais importante, neste momento, é se manter equilibrado numa magrela.
Explique que para frear, o melhor é usar o freio traseiro, que fica do lado direito do guidão da bike.
Pergunte a ele(a) com qual perna gostaria de dar o primeiro impulso. Eu acho isso importante, porque cada um fará do jeito que achar melhor, e não copiar o que eu faço.
Explique como fazer o primeiro impulso e coloque-o(a) em cima da bicicleta.
Neste momento, é muito importante que você fique ao lado do(a) aluno(a) o tempo todo, segurando no selim, na parte de trás. Desta forma você manterá o equilíbrio da bike e ele(a) se sentirá mais seguro.
O único inconveniente é ter preparo físico para correr ao lado da bike enquanto ele(a) pedala. Aja fôlego!
Nada de usar rodinhas! Ao tirar as rodinhas, ele(a) poderá voltar a estaca zero e ficar com medo de pedalar sem elas.

5) Ensinando outras manobras.
Quando ele(a) já estiver pedalando sem precisar de você segurando o selim da bike, inicie aos poucos o ensino de outras manobras, tais como, fazer curvas, pegar descida, pegar uma subida, trocar as marchas, e por aí vai.

O mais importante é não forçar o(a) aluno(a). Deixe que ele(a) se sinta à vontade para fazer o que terá que ser feito.

Mas detalhe: quando for soltar o selim para ver se ele(a) já consegue se equilibrar na bike, não avise, senão ele(a) vai se assustar e poderá levar um tombo, apenas se mantenha correndo ao lado da bike para que ele(a) sinta que está tudo bem. E quando ele(a) parar, avise-o(a) que ele(a) conseguiu!

Para quem vai ensinar: tenha muita paciência e não se irrite nunca. Lembre-se que você também já passou por isso, e o resultado será surpreendente!

Como tudo na vida leva tempo para aprender alguma coisa, ensinar e aprender a pedalar também vai levar tempo. Tudo é uma questão de dedicação e vontade.

Boas pedaladas!