sábado, 29 de novembro de 2008

Cicloviagem: Circuito Vale Europeu


Eu (Aninha), Julio, Ive e Bete, programamos essa viagem por mais ou menos 03 meses, pesquisando em sites, conversando com pessoas que já haviam feito esse circuito, assistimos a palestras, e juntamos todo material possível para que fizéssemos uma viagem tranqüila, mas sem deixar a aventura de lado! Sempre será especial a surpresa que o desconhecido nos proporciona!! rss

Vocês não imaginam como uma viagem como esta nos deixa apreensivos e ansiosos, mas tudo faz parte desse tipo de aventura, principalmente porque nenhum dos quatro havia feito uma cicloviagem ainda, mas não posso deixar de dizer também que tudo isso foi bem divertido!! rss

Tivemos a idéia de fazermos um “diário de bordo”, assim muitas pessoas poderão acompanhar nossas peripécias e quem sabe até poderemos ajudar alguns ciclistas com nossas informações.

Segue então nosso relato dividido por cada dia, e cada um de nós contribuiu para desenvolver esse texto, vou escrever como se tudo fosse escrito por mim, mas não foi, espero então que se divirtam muito com nossas histórias!

07 de novembro

Saímos de São Paulo às 6h30min da manhã no Uno Turbo do Jubis (assim que o chamamos...rss), por volta das 8h30min com 126km rodados, paramos no posto O Fazendeiro, fizemos uma breve parada e seguimos adiante. Passamos pelo Parque Estadual Jacupiranga que é simplesmente maravilhoso. Às 11h20min fizemos outra parada, já havíamos rodado 327km. Detalhe técnico, de São Paulo a Timbó são 640km indo pela Rodovia do Arroz como é conhecida, pois indo pela BR 101 seria 58km a mais.


Chegamos na cidade de Timbó por volta das 16h30min, com fome e um pouco quadrados por ficarmos muito tempo no carro...rss...mas achamos mais prudente ir direto à Associação Vale das Águas fazer nossos passaportes e pegar mais instruções do Sr. Ademir, encarregado do local, o engraçado é que a fome a o cansaço quase nos fizeram esquecer de pegar o passaporte e pagar pelos mesmos...rs. Resolvemos também comer antes de ir para o Hotel, e fizemos um lanche delicioso no restaurante Tapióka, já deixou saudades o lachinho...rs.

Depois de “comidos” fomos para o Timbó Park Hotel, muito charmoso por sinal, tomamos uma bela ducha, terminamos de organizar mais algumas coisas nos alforjes e mochilas e fomos nanar, ninguém é de ferro, e tínhamos um bela jornada pela frente no dia seguinte!


08 de novembro

Ainda bem que a ansiedade não atrapalhou na hora do soninho, pois todos tiveram uma ótima noite de sono. Acordamos ás 6h. O tempo começou encoberto, mas deram-se início os primeiros raios de sol com muito calor.

Nos arrumamos e descemos para o café umas 6h30, aliás um belo café-da-manhã. Nos fartamos e voltamos para o quarto onde pegamos nossas coisas, deixamos outras no Uno, e fomos arrumar as bikes, isso já eram umas 8h, mas quando já estava tudo arrumadinho, em cima das bikes, os alforjes e as mochilas, achamos melhor colocar as capas-de-chuva para os alforjes, caso no caminho chovesse, e qual foi nossa surpresa quando colocamos as capas e elas não entraram, estava muito apertada, mandamos fazer numa costureira, o erro foi meu, pois eu havia testado, mas não havia me tocado que tria que ser um pouco mais largo, teria que ter mais elástico, depois de chateados com a situação, tentamos pensar numa maneira de sair daquela situação, o Julio queria que fôssemos assim mesmo, só que eu fiquei cismada, caso chovesse no meio do caminho a gente iria surtar, e não era isso que queríamos...rs...fui até a recepção e perguntei por alguma loja ali de armarinhos, naquela cidadezinha pequenina, onde muitas lojas ainda estavam fechadas, e pra nossa ultra sorte havia uma quase em frente ao hotel, dei risada de bobeira...rs.

Achamos por bem consertar todas, e foi o mais prudente, terminamos tudo em mais ou menos duas horas, começamos o pedal então às 10h30, para ser mais exata. O dia estava perfeito para quem gosta de pedalar em tempo quente, mas nublado.

O cultivo predominante entre Timbó e Pomerode é a rizicultura (plantação de arroz), e como é lindo, dava vontade de deitar e rolar...rs. Entre essas cidades passamos por outras também, Rio dos Cedros e Cedro Alto, e ainda tem um pequeno distrito “Rio Ada”, muito charmoso, mas se você piscar nem vê de tão pequenino...rs. Uma coisa muito legal de ter percebido, mesmo no primeiro dia, é o cuidado que as pessoas têm com os jardins de suas casas, é uma verdadeira arte, todos muito floridos, cada um enfeitando à sua maneira, um primor mesmo e com um toque muito especial e pessoal de cada morador.

Depois de duas horas de pedal a fome apertou e como estávamos num local pitoresco e ótimo para um piquenique, uma ponte de madeira coberta que foi desativada, colocaram bancos e mesas, um ambiente adorável e com um jardim lindo e um pequeno riacho, tudo isso para que as pessoas possam pescar e fazer seus lanches ali mesmo, e outra ponte de concreto foi construída ao lado, mas uma não tira beleza da outra. Nesse local já havíamos percorrido 21km e ficamos lá uma hora, depois seguimos viagem.

Completados 29km, começou um trecho mais difícil de todo o trajeto, 1km de pura subida íngreme, a Ive e a Betinha subiram direto e sem paradas, mas a lerdinha aqui foi parando...algumas poucas vezes empurrei, ali senti o peso dos alforjes....rs. O Julio acabava me acompanhando, lindo maridinhu...rs. Não tenho vergonha de parar ou empurrar a bike, o importante era completar a subidona. E depois foi só alegria, uma descida maravilhosa pra relaxar, mas sempre nos mantivemos muito atentas, pois com as bikes pesadas todo cuidado é pouco, elas atingem uma grande velocidade, aja freio...rs. Durante a descida o pneu do Julio furou, e paramos pra ajudar ou dar apoio moral...rss. Faltavam apenas 10 km e seguimos viagem, logo entramos na rota das casas enxaimel (estilo europeu), são lindíssimas, parecem que foram pintadas em um quadro, tiramos muitas fotos. As pessoas, no geral, foram muito simpáticas em todo o trajeto e foi muito bom fazer parte desse contexto.
Chegamos em Pomerode e fomos procurar o local para carimbarmos nosso passaporte, o primeiro havia sido no hotel em Timbó, e esse seria o segundo então, mas como no portal da cidade não havia ninguém que pudesse carimbar, seguimos em direção ao hotel Max Pomerode, e pegar o carimbo ali mesmo. Chegamos ao hotel, estávamos loucos por um belo banho, nos estabelecemos e à noite fomos jantar numa pizzaria próxima ao hotel, chama-se “Tarthurel”, um ambiente muito aconchegante e linda arquitetura, sem falar na pizza, divina, mas quem for tem que ir sem pressa, não se esqueçam que estamos no interior...rs... e para finalizar tomamos um belo sorvete numa sorveteria já voltando para o hotel, também muito saboroso. Voltamos para o hotel, ajeitamos algumas coisas, e o primeiro dia estava cumprido, bem cumprido por sinal.
O saldo de aproveitamento do dia foi de 100%, foram rodados 50km em 8h, com paradas pra fotos, descanso e lanche. Para algumas pessoas pode parecer meio devagar ou demorado demais, mas como estávamos de férias aproveitamos ao máximo cada parada, afinal também era o primeiro dia, nossa adrenalina estava a mil...rs.

escrito por Ana Paula

domingo, 23 de novembro de 2008

A mulheres detonando!


Quando eu comecei a pedalar em janeiro de 2005 não havia tantas mulheres no pedal, e sempre que eu ia pedalar em grupo, o número de homens era 3 vezes maior do que das mulheres... Bom, para mim era o máximo, pois nada mais gostoso do que ficar no meio de homens lindos, maravilhosos... ops... voltando... hehehe.

Mas hoje em dia, eu tenho notado que o número de mulheres que pedalam não só tem aumentado, como tem superado ao número de homens.

No meu último pedal em 25/10/2008 (nossa, faz tempo que eu não pedalo...afe!), nós fomos para Jundiaí num total de 9 pessoas, sendo 4 homens e 5 mulheres!

Olha que lindo!

(Atrás: Júlio, Tony, Rafael e Régis. Na frente: Ana Paula, eu, Lucila e Beth. Agachada: Iveni)

Ah! e na volta para São Paulo, dois homens desistiram de voltar pedalando... hohoho.

É isso aí mulherada, vamos mostrar que podemos, e como podemos!

Aliás, uns amigos meus - que estão na foto acima - fizeram recentemente o Circuito Vale Europeu, e adivinha: foram 3 mulheres e apenas 1 homem! (em breve vocês poderão ler o relato deles aqui, eu espero...ui)

Pois é, nós chegamos e vamos ficar!

Beijos a todos

domingo, 16 de novembro de 2008

Ele voltou!




Bom, eu sou suspeita em fazer comentários sobre o Lance Armstrong, pois desde que eu o conheci me tornei fã de carteirinha dele. Não somente por ele ser um homem bonito, mas por ele ser vencedor na vida e no esporte. Ele pode até não ser o melhor ciclista do mundo, mas, para mim, ele é o maior vencedor na vida. Quem conhece a história dele, sabe do que eu estou falando. Aliás, o livro sobre a vida dele é fantástico, com ele aprendi que jamais devemos desistir dos nossos sonhos e de nossas metas. Leia-o! Valerá muito a pena!

Eu não entendi bem o retorno dele no ciclismo, mas uma coisa eu tenho certeza: mesmo que ele não ganhe o Tour de France, ele vai ficar entre os três primeiros. Afinal, desde que ele se aposentou em 2005 ele nunca deixou de treinar, e até correu a Maratona de Nova York, o que, para mim, é um grande feito. Imagine correr 42 km em 3 horas, sendo que você passou a vida em cima de uma bicicleta? Correr não é a mesma coisa que pedalar, isso passa longe, mas correr ajuda a quem pedala, e vice-versa, isso sim, eu tenho certeza.

Lance está tanto em sua plena forma, que numa corrida de mountain bike de 10 horas em setembro deste ano, ele chegou em segundo lugar, isso por que a especialidade dele é ciclismo de estrada. Vai vendo o que esse homem poderá fazer no ano que vem!

Lance disse que sua volta ao ciclismo é para angariar fundos para sua Fundação e incentivar a luta contra o câncer, pois segundo ele, 8 milhões de pessoas morrerão de câncer, e muitos não tem acesso aos hospitais e remédios apropriados, fora a assistência psicológica que esses pacientes tanto precisam. Se bem que, eu acho que ele quer mesmo mostrar que é capaz de vencer a Volta da França, depois de 2 anos parado. É esperar para ver, afinal, Alberto Contador é o primeiro ciclista a vencer 3 importantes voltas ciclísticas em menos de 2 anos, e ele será o maior adversário de Lance, portanto, as emoções para o ano que vem serão altíssimas!

Enfim, não importa se é para ganhar ou perder, o que importa é ajudar a quem precisa, e todo mundo sabe que o nome Lance Armstrong é muito importante, e mesmo que não faça grandes vitórias no ano que vem, ele, com certeza, deixará mais que confirmado que TUDO É POSSÍVEL, BASTA QUERER E FAZER!

Abraços.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Linda, light e boa...

não, não é comida e nem bebida, é a Trilha das Bananas em Miracatu!


Quando a galera se junta para pedalar, faça chuva, garoa, sol, ventania... ela está lá curtindo a natureza e o passeio, que em Miracatu não foi diferente.


Miracatu é uma cidade que eu conheci apenas de passagem. Quando meu pai morava em Juquiá, eu e minha mãe, quando íamos visitá-lo, passávamos pela cidade, afinal, Juquiá fica a alguns minutos de Miracatu. Esta é uma cidade do interior do estado de São Paulo, mas muito perto do Vale do Paraíba, região que vem crescendo economicamente já algum tempo; cidade próxima de Ilha Comprida e alguns minutos de Registro. E eu fiquei muito feliz por poder conhecê-la melhor, e melhor ainda, de bicicleta!
Chegamos à cidade uma hora depois do previsto, e como o hotel fica muito próximo da Rodovia Régis Bittencourt, o pessoal achou que era brincadeira do Sérgio, e ninguém teve coragem de dar o primeiro passo para sair do ônibus, ou será que era empolgação para ver o final do filme “Reis da Rua”? (risos)
Cada um já nos seus respectivos quartos e devidamente ajeitados, saímos do hotel para guardarmos as nossas magrelinhas. Imaginem uma garagem de hotel com capacidade para uns 20 carros cheia de bicicletas? Foi assim que ficou a garagem do hotel em que ficamos hospedados, com bikes para todos os lados, e gostos... e nenhum carro estacionado lá dentro. (risos)
Depois fomos explorar, a pé mesmo, a cidade, que apesar de pequena, não é tão pequena assim. Encontramos museu, supermercados, fórum, câmara municipal e até um escritório da OAB! Mas o tão desejado shopping que o pessoal queria, não tinha... ui!
Não satisfeitos, resolvemos pegar as bikes para darmos aquele rolê básico pela cidade, e olha que naquele momento começou uma garoa chatinha, mas nem assim desanimou o pessoal. Fizemos uma exploração da cidade por mais ou menos 5 km, eu acho. E quando chegamos ao hotel, alguns poucos resolveram continuar o pedal e os demais, incluindo eu, fomos tomar um banho e nos preparar para a janta.
Enquanto o resto não chegava do seu passeio turístico de bike, nós ficamos no saguão do hotel conversando, bebendo vinho, cachaça ou cerveja, jogando dominó e contando as peripécias em outras viagens de bicicleta.
Resolvemos ir para uma pizzaria, e naquele momento a chuva realmente apertou. Todos correram para buscar suas capas de chuva ou pelos seus guarda-chuvas. Como a pizzaria não está acostumada a tanto movimento, o gerente do hotel resolveu ligar para eles antes avisando que uma galera grande iria comer por lá, e para eles irem preparando as massas e os recheios.
Chegamos à pizzaria com tanta bagunça e fome, que até assustamos algumas pessoas... hehehe. Montamos uma mesa em forma de U e pedimos nossas bebidas e claro, umas 10 pizzas para começar. Eu estava morrendo de morre, e para o primeiro pedaço de pizza chegar até mim foi um martírio, mas tirei a barriga da miséria, eu comi 5 pedaços de pizza, e inclusive as de atum e calabresa, afinal, eu não como carne a quase 1 ano, mas a fome era tanta que comi carne assim mesmo, só depois agüentei uma azia durante a noite toda... ai, ui, ai. O ser humano pode sim viver tranqüilamente sem carne, mas isso é assunto para outra oportunidade, e claro, para outro site... (risos).
Aproximadamente às 23h voltamos para o hotel, felizes, satisfeitos e com a pança cheia. Eu fui logo para o meu quarto dormir, fora que estava muito frio e eu queria me esquentar. Alguns foram para quermesse que estava acontecendo na cidade, outros ficaram no hotel mesmo fazendo aquela saideira. Eu só me lembro de ter acordado no meio da madrugada sentindo calor, e foi aí que eu percebi que estava aquele silêncio típico de todos dormindo e sonhando com o pedal do dia seguinte.
Pedalar sem aquele café da manhã básico não rola, né? E o café do hotel estava gostosinho. Depois arrumei minhas coisas, enchi o camelback de água, peguei a bike e me juntei ao pessoal que já estavam também a postos para dar início à pedalada. O Sérgio foi o nosso guia. Nessa hora começou uma garoa, mas ninguém se desanimou não, vamos que vamos que a estrada está nos esperando!
Eu já pedalo com o CAB a quase 4 anos, aliás, eu comecei a pedalar com eles, e desde então não parei mais, e eles já acompanham a minha evolução na bike desde o início, assim como acompanhei a evolução do grupo nesses anos todos. Mas o que eu gostaria de dizer nesse período é que esta foi a trilha mais fácil que eu fiz com eles. Muito tranqüila. Descidas curtas, subidas curtas, muito boa para quem deseja se iniciar no pedal, e tão boa quanto para aqueles que já têm um condicionamento físico melhor, afinal, pedalar no meio da natureza com uma galera muito bacana, em qualquer trilha é sempre muito bom, não é mesmo? Eu tenho certeza que faria tudo de novo numa próxima oportunidade. E ai CAB, quando será? (risos).
Depois de 15 km paramos na tão desejada cachoeira, mas com a chuvinha que caiu durante o trajeto, só poucos malucos tiveram a coragem de entrar na água. Para estes eu tiro meu chapéu, que coragem! E claro, foi a hora do rango! E que rango! Isotônico, banana, maça, sanduíches, ameixa, suco, bolo de fubá, bolo de chocolate.... hum.... baum... nham... ui! Enquanto comíamos, colocávamos a conversa em dia, tirávamos fotos e ficávamos admirando o pessoal que estava nadando... Uma pena que não rolou a caminhada, pois segundo o Sérgio ia ser meio perigoso devido ao excesso de lama, enfim... fica para uma próxima, né? (insistindo...)
Todos de pança cheia, demos rumo ao trajeto de volta. Na ida a sensação era de algo longe, difícil, mas a volta foi mais rápida, e aparentemente mais curta, por que, né? Só me lembro que no meio do caminho de volta, em alguns momentos, a chuva apertou e eu mal conseguia abrir os olhos para chegar o caminho. Eu levei óculos de sol achando que eu poderia pedalar embaixo de um céu nublado ou totalmente azul e iluminado pelo Sol, mas conclusão, meu óculos ficou o tempo todo no meu pescoço, pode?...hahaha. Mas o mais incrível que possa parecer, ou melhor, é a Lei de Murphy, a chuva parou exatamente quando chegamos ao hotel, que coisa, né? Eu só sei que com chuva ou sem chuva, eu queria mesmo tomar um banho quente, pois eu tava morrendo de frio. E também pela primeira vez, a trilha acabou antes do previsto, por volta das 12 horas.
Depois de todos prontos e devidamente de banho tomado demos rumo a volta à São Paulo. Mas antes paramos no restaurante na beira da estrada para almoçarmos. Alguns comeram comida outros preferiram um lanchinho, o que foi o meu caso. Saímos mesmo de Miracatu lá pelas 15 horas. No caminho ficamos vendo as fotos que foram tiradas e depois um filme bem legal de freeride. Esses moleques fazem loucuras em cima de uma bike... ui! Dá até medo!
Chegamos a São Paulo por volta das 18h, com uma cidade cheia de trânsito e muito mais gelada e fria que em Miracatu. Eu só sei que muitos estavam apressados para irem embora, tanto, que quando eu percebi, nem havia me despedido deles, só de algumas pessoas.
Pois é, lá se foi outro final de semana maravilhoso, com pessoas muito bacanas (outras nem tanto), com o maravilhoso apoio do CAB, e claro, com a trilha linda, light e boa para completar o pacote.
Agora, eu queria dar uma sugestão: se rolar a próxima Trilha das Bananas, e se não estiver chovendo, vamos fazê-la também à noite? Tenho certeza que vai ser bacana, e uma aventura para quem não está acostumado a fazer trilha à noite. Aliás, é o meu caso, né?...ui....(insistindo, de novo... hehehe)

Abraços a todos.

veja mais no site do CAB: www.cab.com.br.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"O que a gente não faz por amor?"

"Predominância de descidas", assim estava escrito. Apesar das várias subidas durante o passeio, a recompensa veio no final com mais de 10 km de descida intensa e maravilhosa.

Como sempre, o CAB tem a capacidade de me surpreender toda vez em que eu vou pedalar com o clube.
Já no ponto de encontro eu me maravilhei com a nova proposta do ônibus. Agora as bikes não ficam mais no bagageiro ou dentro do ônibus, e sim em cima do veículo. Desta forma, além das bikes ficarem muito bem guardadas, o CAB pode levar mais pessoas e acomodar melhor as bagagens. Nota 10!
Saímos de São Paulo um pouco mais das 13h, todos empolgados. Já dentro do ônibus era visível a alegria de todos, e eu pude ter uma companhia agradável com uma conversa muito bacana com um rapaz ao meu lado. Na verdade, eu já pedalei com ele várias vezes, mas somente neste passeio eu pude até saber o nome dele (risos). Fizemos uma pequena parada na estrada para almoçarmos, afinal, sair de Sampa às 13h e sem almoço ninguém agüenta, né? Depois entramos no CABusão e durante o trajeto ficamos vendo filme no super-hiper-mega-ultra computador do clube.
Chegamos à cidade por volta das 18h30. Infelizmente, uma parte da turma teve que se hospedar em outro hotel, mas depois nos encontramos todos às 20h30 para uma pizzaiada bem alegre. Imaginem uma pizzaria bem pequena, onde mal freqüentam pessoas, recebendo quase 40 bikeiros para comer pizza! Acho que o dono faturou tudo em uma noite o que ele fatura em um mês (risos). Depois da pizza, percebemos que estava começando a chover.
Todos voltaram para os seus respectivos hotéis/pousadas, por volta das 22h30. Como eu já estava meio cansada, fui logo tomando meu banho e depois deitando na cama quentinha e gostosa da pousada. O casal que estava comigo no quarto aproveitou mais um pouco o tempo para conversar com algumas pessoas que ainda estavam no saguão. O meu sono era tanto que eu nem vi eles voltarem para o quarto.
Nós acordamos antes das 6 horas da manhã. Tomamos banho, arrumamos nossas coisas e depois fomos tomar aquele magnífico café da manhã. E depois, com a turma toda reunida novamente, tiramos aquela foto com todos, para posterioridade no site do CAB e para o site da pousada. Aliás, os donos do local são bem bacanas, nos atenderam muito bem o tempo todo. Parabéns!
Saímos para pedalar por volta das 8h30 e percorremos cerca de 24 km de estrada asfaltada. Aliás, nós enfrentamos umas duas subidas bem longas nessa estrada até chegarmos ao portal de entrada do Parque Estadual Carlos Botelho para um lanchinho básico, usarmos o banheiro e tirarmos aquela foto oficial para o CAB.
Depois do portal começava realmente a trilha em terra batida e cascalhos. Aliás, com uma bela descida logo de início, mas para surpresa de todos, enfrentamos várias subidas longas durante todo o trajeto. Não eram subidas íngremes, mas eram longas, o que exigia muito do preparo físico de cada um de nós, tanto que uma mulher passou boa parte do passeio dentro do carro de apoio. Eu só espero que ela não desista de pedalar, afinal, todos nós já passamos por isso quando começamos a pedalar, não é mesmo?
O lugar é lindo. Várias paisagens maravilhosas! Uma pena que boa parte do passeio nós pegamos muita chuva. De certa forma foi até bom, porque fazer essa trilha com o Sol quente muita gente ia acabar sofrendo mais, inclusive eu. Lá pelo km 40 começava a descidona. E que descida, só faltou não estar chovendo para gente poder soltar o freio de vez, mas a pista pedia cautela, e eu não passei dos 25 km/h boa parte dela, principalmente nas curvas.
No final da trilha, o CAB estava esperando por nós num pequeno sítio, onde pudemos tomar aquele banho gostoso – nessa hora eu me agradeci várias vezes por ter levado uma toalha na mochila - , deixar o corpo quente e depois comer aquele lanche. Aliás, a minha fome era tamanha que até esqueci que sou vegetariana (risos) e comi carne mesmo assim. O único porém, foi uma azia desgraçada na viagem de volta... hahaha. Mas carne de novo no meu cardápio, nunca mais!
Mas eu tenho que confessar, o pessoal estava mesmo morto de fome. O Sérgio ficou segurando o lanche para que todos pudessem tomar banho e se trocar, sem corrermos o risco dos outros comerem a comida enquanto outros estavam se arrumando, então, fomos comer lá pelas 15h. Ui! Nunca vi um lanche acabar tão rápido e em tão pouco tempo. (risos)
Saímos de lá às 16h rumo à São Paulo. Eu dormi boa parte dentro do ônibus e fui vítima de uma foto minha dormindo. Pois é, é o risco que a gente corre, não é? Fazer o quê? (risos). Fizemos uma pequena parada para irmos ao banheiro, todos estavam bem apertados, e também para comprarmos alguma coisa para comer.
Chegamos a São Paulo um pouco mais de 8 horas da noite e nos preparamos para voltarmos para casa, felizes e revigoramos com um passeio tão bom.
Nós não tivemos tantos problemas, foram três quedas, mas somente uma foi meio grave, pois a menina se ralou toda. Eu só espero que tenhamos boas notícias dela, afinal, quando chegamos a São Paulo o pessoal do CAB a levou para o hospital. E também esperamos que ela não desista de pedalar, não é?
Parque Estadual Carlos Botelho é um passeio que vale muito a pena ser feito, e ser refeito, com ou sem chuva. E como eu amo pedalar, quando será de novo??? (risos).
Um BIG abraço a todos.